Amores de verão em pleno inverno

Pode amar o batente da porta
Pode amar a cabeceira da cama
Pode amar o encosto da cadeira
Pode amar o cadarço do sapato
Pode amar o zíper da calça
Pode amar o bule do café
Pode amar o filtro da água
Pode amar o capacho da entrada
Pode amar o despertador das 3 e trinta.

Mas e a paixão?

A paixão dos gestos largos,
A paixão das chuvas de verão
em pleno inverno…

Essa de fazer viajar latitudes,
de fazer tomar atitudes…

Essa de fazer aprender mandarim,
alemão & francês,
medicina, ou álgebra…

Essa não é de hoje, nem de ontem, essa é de sempre, essa não se ganha com argumentos, nem com os boletos da escola dos filhos, essa é pra quem está vivo, essa é pra quem não morreu, essa é como o vento…

O vento que não desvia,
O vento que derruba,
O vento que quebra…
que arrebata
e arrebenta.

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