Rubi do bem

espiral III, de Ana Tristany

O frio sol do outono emitia finos raios que reluziam sua pele, branca planície de sardas.

O franzino menino corria atrás das folhas secas abandonadas pelas árvores, que agora dançavam com o vento, musicadas pelos gritinhos estridentes, no mesmo balanço de suas douradas madeixas. Os pequeninos pés almofadavam os gravetos, adubando a terra com certa gravidade e travessura.

Ele olhava para trás, seu olhar de jabuticaba, infinito como o universo, buscava aprovação dos dois que corriam a seu encontro.

— Rubem! Espere por nós!

Mas a descoberta do novo o movia adiante.

(de Taísa R.C., que — tal qual António Lobo Antunes — cubriu-se do hábito de escrever em forma de receituário)

Primavera 45, de Ana Tristany

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2 Respostas to “Rubi do bem”

  1. taísa Says:

    a luz do número mestre.
    wo liebe you.

  2. Marina Says:

    Adoro saber que essa jóia é a minha melhor amiga/irmã/alma gêmea, pra sempre.

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