Arquivo da categoria ‘Política’

“A poesia do futuro”

Agosto 28, 2009

“A revolução social do século XIX
não pode tirar sua poesia do passado,
e sim do futuro.
Antes a frase ia além do conteúdo;
agora é o conteúdo que vai além da frase.”

Karl Marx (18 Brumário)

a poesia do futuro

Das minhas aspirações intelectuais

Agosto 23, 2009

conversa humilde e prazenteira com os escritores Mia Couto e Fábio Salem Daie

“era absolutamente original; combinava erudição e sintonia permanente com o que acontecia no mundo; aliava sensibilidade estética a rigor filosófico; temperava ousadia e equilíbrio, imaginação e prudência; criatividade e fidelidade à tradição; engajamento político e independência; produção acadêmica fiel aos cânones e autonomia, tanto na escolha dos temas, quanto na maneira de tratá-los; diálogo com seu pares universitários e participação no debate público; espírito crítico ferino e humildade ante o pluralismo de opiniões; firme em suas posições e tolerante com as diferenças; convicção e responsabilidade.”

[descrição sobre o perfil da cientista política Hannah Arendt feita pelo professor Luiz Eduardo Soares em seu artigo Hannah Arendt e sua receita para tempos sombrios]

“as qualidades de uma boa conversa deveriam ser a polidez sem fingimento, a franqueza sem rispidez, a erudição sem pedantismo, o rigor sem aridez e, sobretudo, a disposição sincera de cooperar na busca do saber. Afinal, eles se perguntaram, o que os impedia de, sem perder a leveza e o bom humor, perseguir com afinco a verdade? O sério não é sinônimo de soturno, assim como o profundo não o é de obscuro. La gaya scienza. Se a busca do saber não precisa ser sisuda, a alegria da convivência não precisa ser frívola.”

[descrição sobre as qualidades do diálogo, da arte da conversação, feita pelo economista e professor Eduardo Giannetti em seu livro Felicidade]

O haver

Agosto 11, 2009

simples, simples, simples…

As coisas deveriam morrer

Julho 31, 2009

Solidez unitária; solidão multiversa

Julho 26, 2009

… cia do latão.

Os equívocos colecionados formam um arco de qual forma?

Aos recalcitrantes

Julho 16, 2009

“Hannah Arendt apontou a saída: é, sim, possível, mesmo reconhecendo a vacilação do terreno em que pisamos, assumir valores, defender posições políticas, afirmar convicções, investir no conhecimento, firmas juízos morais e estéticos. Para isso, é necessário recusar os dogmatismos, reconhecer a legitimidade do pluralismo, adotar a humildade e a tolerância como posturas constantes, e buscar,no diálogo e na reflexão crítica, no estudo da tradição e no exame do repertório contemporâneo das criações culturais, as referências que produzam menos danos para a vida coletiva, em condições civilizadas (sic), e menos prejuízos aos valores que podem proteger e animar, seja o espaço público democrático, seja a experiência privada variada e livre. A receita não é simples, nem fácil. Não se aplica, mecanicamente, mas nos ajuda a atravessar nosso tempo sombrio”

[do antropólogo e cientista político Luis Eduardo Soares (UERJ), no texto Hannah Arendt e sua receita para tempos sombrios]

Magma I

Julho 9, 2009

“Cada sinal cuidadosamente evitado é uma reverência feita pela escrita ao som que ela sufoca.”

(Theodor Adorno em Noten zur Literatur)

“Novas diretrizes em tempos de paz”

Julho 7, 2009

De Epifanias do Inimigo Invisível, álbum do ilustrador angolano Daniel Lima, inpirado no filme O deserto dos tártaros, de Valerio Zurlini, adaptação do romance homônimo de Dino Buzzati

“Em seu poema à espera dos bárbaros, o grego Konstantinos Kaváfis (1863-1933) descreve um cidade-estado cujos cidadãos adiam o cumprimento de suas obrigações diárias na expectativa de uma invasão eminente (sic). A movimentação inusitada, no entanto, não se destina a preparar qualquer tipo de resistência , antes festas e honrarias aos novos senhores. No final do dia quando chega a notícia que nenhum conquistador cruzara a fronteira, inquietos, homens comuns, juízes, legisladores e até mesmo o imperador abandonam a ágora onde se reuniam a suspirar: pelo menos os bárbaros eram uma solução.

Ainda que distante tantos séculos de nós, a situação evocada por Kaváfis parece familiar. Sempre à espera de paz ou guerra deixamos para depois uma reação ao que nos desagrada por falta de uma resposta definitiva. Mas a paralisia também é uma resposta. Talvez a pior; com certeza letal: o mais reconfortante é rezar, às escondidas ou não, para que alguém tire inexoravelmente de nossas mãos o direito e a responsabilidade de decidir.”

(Bosco Brasil, do programa de sua peça Novas diretrizes em tempos de paz, montada pela diretora Ariela Goldman)

Querência I

Julho 3, 2009

Fado e fortuna

Julho 1, 2009

fortuna e fado

“Quando cai a casa de um grande senhor,
Muitos pobres são esmagados.
Os que não compartilharam a fortuna do poderoso
Freqüentemente compartilham seu fado. A queda da carroça
Arrasta consigo os bois suados
Para o fundo do abismo.”

[Bertolt Brecht (VIII, 21; Grosse kommentierte Berliner und Frankfurter Ausgabe - Aufbau/Suhrkamp, 1989-1998)]