simples, simples, simples…
simples, simples, simples…
“Hannah Arendt apontou a saída: é, sim, possível, mesmo reconhecendo a vacilação do terreno em que pisamos, assumir valores, defender posições políticas, afirmar convicções, investir no conhecimento, firmas juízos morais e estéticos. Para isso, é necessário recusar os dogmatismos, reconhecer a legitimidade do pluralismo, adotar a humildade e a tolerância como posturas constantes, e buscar,no diálogo e na reflexão crítica, no estudo da tradição e no exame do repertório contemporâneo das criações culturais, as referências que produzam menos danos para a vida coletiva, em condições civilizadas (sic), e menos prejuízos aos valores que podem proteger e animar, seja o espaço público democrático, seja a experiência privada variada e livre. A receita não é simples, nem fácil. Não se aplica, mecanicamente, mas nos ajuda a atravessar nosso tempo sombrio”
[do antropólogo e cientista político Luis Eduardo Soares (UERJ), no texto Hannah Arendt e sua receita para tempos sombrios]

Quando a moça lentamente se afogou
E foi descendo para outros rios maiores
Como um milagre o céu resplandeceu
Como se fosse amparar o seu cadáver.
(Bertolt Brecht – da peça Baal – 1918/1919)